sexta-feira, 27 de julho de 2007

COMO DIMINUIR OS RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS EM SUA ALIMENTAÇÃO

1 – Lave legumes, verduras e frutas numa solução suave e detergente e água pura ou em mistura de água e vinagre. Deixe-os de molho de 15 a 20 minutos e enxague-os cuidadosamente.
2 - Em alguns casos, frutas e legumes podem receber uma camada de cera para
que não percam a umidade e murchem. Esta cera também contém substâncias
fungicidas e bactericidas para evitar o aparecimento fungos e de bactérias.
Ex. maçãs, pimentões, beringelas, grapefruits, melões, nectarinas,
pêssegos, etc. Para eliminá-la, sempre que possível, descasque legumes e
frutas. Você perderá algumas vitaminas contidas na casca, mas em
compensação terá uma alimentação mais segura.
3 – Procure usar sempre legumes, verduras e frutas da safra, pois possuirão menos defensivos e hormônios.
4 – Legumes muito grandes, produzidos convencionalmente, podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais.
5 – Dê preferência aos produtos nacionais, ao invés dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas como aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo.
6 – Resíduos de pesticidas e outros produtos químicos tendem a se concentrar nos tecidos gordurosos dos animais. Diminuir seu consumo reduz a ingestão de agrotóxicos. Ao preparar qualquer vaca, carne, frango, porco, etc. procure retirar toda a gordura e pele. Escolha laticínios com baixo teor de gordura, prefira leite desnatado e queijos magros.
7 – No Brasil, dentre os produtos agrícolas que mais recebem agrotóxicos, destacam-se o tomate, a batata inglesa, o morango e o mamão papaia. No caso da produção de uva Rubi e Itália, em São Paulo, são feitas até 40 aplicações de produtos químicos, da brotação até a colheita.
8 – Os consumidores não devem parar de consumir frutas ou verduras; estas informações se destinam a levar maior conhecimento do que ocorre na produção de hortigranjeira e dar-lhe uma visão mais crítica ao escolher o que vai a sua mesa.

Bibliografia:
ADDITIVE ALERT – What have they done to our food? – Prepared by Plution Probe
PRODUÇÃO ORGÂNICA DE ALIMENTAÇÃO NATURAL – Adilson D. Paschoal
GUIA PRATICO DE ALIMENTAÇÃO NATURAL – Dr. Márcio Bontempo
REVISTA AGRICULTURA BIODINÂMICA – Artigo: Os venenos e o respeito pela vida – pg. 22 Primavera 97

terça-feira, 3 de julho de 2007

Shimeji



O cogumelo Shimeji foi um dos produtos que fizeram sucesso nessa primeira compra coletiva!!

Shimeji na Manteiga

Ingredientes
- 200 grs de shimeji

- 2 colheres de sopa de manteiga

- 1 limão

- 1/2 xíc. de chá de cebolinha picada

- 1 pitada de sal e 1 pitada de pimenta

Opcional: nozes ou amendoas picadas à gosto

Modo de Preparo
shimeji na chapa:Lave os shimejis e separe em vários pedaços com o cabo.Coloque duas colheres de manteiga numa frigideira bem quente.Acrescente o shimeji em pedaços. Abafe por alguns instantes sem deixar amolecer demais.Jogue a cebolinha picada e um pouco de sal. Se quiser acrescente nozes ou amendoas picadas.

sábado, 23 de junho de 2007

Ovos orgânicos - SABOR E COR




Nossas galinhas foram criadas desde o seu nascimento sem o uso de qualquer antibiótico ou coccidiostático. Desde pintainhas foram vacinadas para que resistam a todas as doenças e à coccidiose. Aos 20 dias de idade conheceram o campo, sendo que a partir daí cresceram em liberdade. Todo o plantel possui bico inteiramente natural permitindo o hábito de ciscar e a higiene pessoal. O respeito aos animais faz parte da nossa ética de produção.
Os animais vivem em amplos piquetes cercados (4m2 por ave) que os protegem de predadores e lhes permitem ciscar, correr, abrir as asas, voar, enfim...praticar todas as atividades com que a natureza os dotou.
A alimentação das aves é feita de uma mistura de cereais orgânicos moídos (milho, soja), sal comum, produtos homeopáticos, vitaminas e minerais, garantindo-lhes uma perfeita saúde.
As instalações espaçosas são calculadas para 6 animais/m2 e cada animal tem 18cm de poleiro para descansar à noite.
Garantimos às nossas aves um sono ininterrupto de 8h diárias.
Para controle de doenças, vacinamos as aves contra as principais doenças existentes no Brasil e utilizamos produtos homeopáticos correntemente. Nunca utilizamos qualquer antibiótico ou produto alopático, pois nosso controle sanitário permite-nos um excelente desempenho das aves.
Nosso pessoal é treinado para não provocar stress aos animais e ter o máximo cuidado na alimentação e fornecimento de água aos mesmos.
Os ovos são postos em ninhos e retirados diariamente. Seguem então para ovoscopia e inspeção por nossa veterinária. Após este processo são embalados e em no máximo dois dias após a postura chegam às prateleiras dos pontos de venda.
Garantimos desta forma o frescor do nosso produto e a alta qualidade do mesmo, sendo facilmente observável a presença de duas alturas de clara quando abertos os ovos mais frescos.
Seguimos a legislação brasileira de produção orgânica, as normas de produção da certificadora

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A farra dos sacos plásticos

André Trigueiro: pós-graduado em meio ambiente, jornalista, redator e
apresentador do Jornal das 10, da Globonews, desde 1996.

Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao Supermercado. Depois compreendi". supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.
Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna.
Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.
No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matériaprima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
Abandonados em vazadouros. Esses sacos plásticos impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos. Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus.
Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade. A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de
volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.
Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e
ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza. Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza.
O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular. A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi
rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza,
assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida. O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso. Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no
Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?
VAMOS FAZER A NOSSA PARTE

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Varejão orgânico

Estão todos convidados a conhecer os produtos e produtores que farão parte da nossa rede de compra, neste sábado, no Varejão Central (Rua Santa Cruz, 1260 - esquina com a Rua D. Pedro I), na barraca de produtos orgânicos.

Nos encontramos lá!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Leitura recomendada

http://www.urbal.piracicaba.sp.gov.br/download/ju327pg02.pdf

Texto "As várias dimensões da fome" de Water Belik da Universidade de Campinas, vale a pena conferir!